quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Looper


Oi gente! Tudo bom?
O filme de hoje eu tinha visto o trailer dele desde a época que estava passando no cinema, mas acabei nem assistindo e um dia desses resolvi baixar para ver. Pelo trailer eu pensei: "parece bem legal, mas também deve ser bem clichê". O que eu descobri? Realmente é bem legal e bem diferente.

Em 2044, as viagens no futuro são uma realidade, mas não são legalizadas, existindo então apenas no mercado livre. Eliminar um corpo no futuro será uma missão quase impossível (começou o clichê?!), então os mafiosos vão enviar os corpos das pessoas que eles querem apagar para o passado para serem mortas. É ai que entra um looper. A profissão deles é essa. Matar e eliminar os corpos mandados do futuro. A vítima aparece amarrada e encapuzada com placas de prata nas costas, que é o pagamento do looper.
Joe trabalha nessa ramo e ele junta dinheiro para um dia ir embora do Kansas. Um fato muito importante é que quando o looper ainda esta vivo no futuro e a máfia não quer mais seus serviços,mandam o looper do futuro para o looper do passado matar, sendo simbolizada por placas de ouro com o corpo.
Porém muitos loopers fracassam e não conseguem matar a sua versão do futuro, começando então um grande problema, pois não podem existir duas pessoas iguais em uma mesma era (confuso?).
Isso acontece com Joe, ele não consegue matar o seu futuro, mas também não o quer por perto. Começa então uma caçada do looper do passado pelo do futuro. O filme meche com esse lance de viagem no tempo passado e futuro, mas tudo de certa forma faz lógica e dá para entender ou pelo menos é mais fácil.
Ficou tudo confuso? O filme não é. Podem ter certeza que dá para entender perfeitamente bem. Eu espero que der para se situar um pouco. Eu gostei o filme porque ele tem algumas coisas diferentes sobre essas viagens, mudança no tempo e outras coisas mais. O Joe (Josehph Gordon) é um fofo também, então tudo contribui. Infelizmente o filme fraquejou em algumas cenas muito mal feitas. É gritante o plano de fundo e o efeito de computador, me senti vendo um filmes dos anos 30. Acredito que dava para eles terem feito algo com mais qualidade ou pelo menos evitar fazer cenas do tipo. Quem já viu o que achou? Aqui vai o link para quem se interessar em baixar.
Espero que gostem.
Nota: 8 de 10
beijo!




quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A abadia de Northanger


Oi gente! Tudo bom?
Como estão sendo as festas de fim de ano? Espero que estejam  tão boas quanto as minhas.

Ah! Minha querida Austen! 
Quero começar dizendo que não costumo fazer resenhas da Jane Austen  porque sinto como se eu nunca fosse conseguir escrever o quanto sou completamente apaixonada por ela, mas aqui vai mais uma tentativa de mostrar a quem ainda não conhece seus livros o quanto essa autora é maravilhosa.

Tudo começa com a rápida transição de Catherine Morland sendo uma criança danada e sem nenhum atrativo para a música, pintura, bordado e outras atividades femininas para uma Catherine moça com diversos atrativos físicos e uma boa personalidade. Ela mora em Fullerton com seus pais e seus irmãos. Por ser uma localidade pequena e distante, ela não tem bailes para ir nem rapazes para conhecer, sendo então que seus vizinhos, o Sr e Sra. Allen, convidam-na a passar uma temporada com eles em Bath.
Em Bath, Catherine conhece outra realidade de bailes, festas, salões, danças e várias outras atividades. Em um desses bailes ela tem o prazer de conhecer o Sr. Henry Tilney que logo lhe desperta um grande interesse. Ela conhece também a Srta. Isabella Thorpe e seu irmão John Thorpe que se interessa por ela, pois achava que era possuidora de uma grande fortuna. Os dias vão passando e esse jovens vão se conhecendo. Amizades vão surgindo e sentimentos mais fortes também. Catherine vai aprendendo a viver na sociedade e percebendo o quanto precisa amadurecer, pois em diversas ocasiões é feita de vítima por seus amigos que lhe vêem como uma moça ingênua demais.
Catherine tem a chance de se tornar muito amiga da irmã de Henry Tilney, sendo levada para passar uns meses em sua propriedade a Abadia de Northanger. Local esse, onde ela acha ser o melhor lugar do mundo para se viver e conseguirá passar o máximo tempo possível na companhia de Henry, e assim entender melhor seus sentimentos por ele. Até que um mal entendido com relação a sua fortuna é descoberto pelo pai dos irmãos, o general Tilney.

Sempre que leio Austen me sinto bem. Fico triste ao pensar que só falta mais um livro dela para eu ler, e assim terei terminado seus seis livros publicados. É uma autora que eu sou completamente fã e apaixonada. Gosto de ler cada livro seu e depois ver o filme, que por sinal, são bem adaptados. São as adaptações mais fieis que conheço. É uma pena que os atores sejam fraquinhos e os filmes não tenham feito sucesso, talvez porque por mais que sejam parecidos com os livros, os filmes não conseguem passar toda a doçura e a emoção da obra. A abadia de Northanger é um ótimo livro e aqui vai o link para quem se interessar em assistir. Não é o meu preferido dela, mas era impossível eu não ter gostado. Então só posso indica-lo a quem já conhece algum de seus livros, pois Orgulho e preconceito conseguiu ser bem conhecido e para quem nunca leu ou viu nenhum filme aqui vai mais um incentivo.
Espero que gostem.
Nota: 10 de 10
beijos!
FELIZ ANO NOVO A TODOS!!!




quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Sucker Punch


Oi gente! Tudo bom?
A primeira vez que vi esse filme foi blog da minha Clarissa (oi amiga!), do Nunca na galáxia, e como eu adorei a resenha resolvi assisti-lo.
O filme começa com a morte, muito suspeitada, da mãe de Babydoll, e logo após sua irmã leva um tiro e morrer por acidente, então ela é mandada para um hospício por seu padrasto, que acreditava que ficaria com toda a herança da família.
No hospício, enquanto Baby espera fazer um lobotomia, ela se torna amiga de outras 4 garotas que também estão ali aprisionadas sem motivos. O local funciona como um centro de recuperação de fachada, pois na realidade não tem nada de centro de ajuda. Essas 5 garotas irão se juntar numa batalha surreal na tentativa de se verem livres novamente. Elas tem que passar por 5  fases no jogo, onde em cada uma elas tem que encontrar um objeto pré-determinado, e em cada fase o perigo é diferente.
Tudo acontece simultaneamente no mundo real e no mundo surreal, os fatos são os mesmos, porém a forma como eles ocorrem é que são diferentes, pois as lutas e a forma como as missões são feitas apenas as garotas vêem. As pessoas no mundo real são de certa forma enfeitiçadas pela dança de Babydoll, que não pode parar, se não o encanto acaba.

Suncker punch é um filme bem diferente do que estou acostumada a assistir, mas que eu descobri que gostei de certa forma. Admito que a resenha deve ter ficado um pouco confusa, mas porque esse filme é meio difícil de explicar. Até como falei: ele é muito surreal. Depois desse já vi outro no mesmo estilo e também achei bem divertido, depois eu venho aqui indica-lo para vocês. Tem aventura,mistério, suspense e um final inesperado ( pelo menos eu não esperava). O filme junta fatos normais com fatos de uma vida em vídeo game. Para quem gosta de filmes que fogem do velho e bom romance tradicional e do velho luta luta luta, acredito que vai gostar desse aqui.
Recomendo a todos.
Espero que gostem.
Nota: 4 de 5 (show)
bju!


domingo, 25 de novembro de 2012

A culpa é das estrelas - John Green


Oi pessoal! Tudo bom?
Por incrível que pareça consegui ler um livro durante as aulas. Aproveitando um feriadão de quase 5 dias que tivemos. E que sorte eu tive de escolher bem minha leitura. Preciso começar essa resenha agradecendo a super indicação da minha amiga Clarissa e a minha irmã que insistiu muito que eu comprasse esse livro mesmo que inicialmente eu não quisesse, pois ela se apaixonou pela resenha da minha amiga. Então se eu não conseguir convencer vocês do quanto esse livro é bom, leiam no Nunca na galaxia que vocês terão certeza.
Porque inicialmente eu não quis ler esse livro? Pelo simples fato de estar fugindo de leituras com temas tão tristes e tão reais. Ainda assim criei coragem e resolvi dar uma chance a ele aproveitando uma promoção na internet. Santa promoção. Talvez se não fosse ela eu ainda estaria avaliando se eu iria comprar ou não.

O livro começa contando a rotina na vida de Hazel Grace, uma menina de dezesseis anos com um câncer de tireoide com metástase nos pulmões. Sendo assim ela precisa em tempo integral de uma máquina que lhe ajuda a respirar. Hazel tem encontros rotineiros com um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Não são reuniões muito interessantes, mas Hazel as frequenta praticamente para fazer um favor a sua mãe.
Certo dia, seu amigo Isaac, que sofre de um câncer no olho, já perdeu um olho e está prestes a perder o outro, leva seu amigo Augustus Waters para uma dessas reuniões. Augustus é um sobrevivente do câncer. Ele está com um osteosarcoma em remissão há alguns anos.
Logo no primeiro contato você percebe que algo vai acontecer. Porém esse algo não se resume ao velho e bom "se apaixonaram e viveram felizes para sempre" porque não é. Tudo na vida deles é diferente. Não apenas deles dois, mas na de seus familiares e de seu amigo Isaac.
Hazel tem um jeito tão particular de ser e viver. Ao longo do livro ela vai contando e demonstrando seus sentimentos completamente lógicos por Augustus e seu fascínio de certa forma até doentio pelo seu livro favorito, Uma aflição imperial, que não tem um final. Como o livro não tem final nada mais justo do que viajar até a Holanda, para falar com o autor e pedir um explicação pessoalmente não é?! E é justamente o que ela faz com a ajudinha de Augustus que usa seu Desejo para realizar esse sonho de Hazel. E que viajem...
Augustus tem um jeito tão clichê, mas ao mesmo tempo tão próprio, que o torna realmente apaixonante. Isaac é outro que adorei conhecer.
E sim! Eu rir, chorei, me revoltei, tentei aceitar os fatos e muitos outros sentimentos vieram com tudo durante as páginas.Acrescentando ainda mais pontos positivos nessa leitura eu digo que o final surpreende, ou pelo menos eu não esperava nada do que aconteceu.

Sabe aquele livro difícil de resenhar?! É esse. Eu quero contar tudo, mas ao mesmo tempo não quero contar nada. Eu li sem saber de nada da história. Apenas que se tratava de personagens com câncer, então tudo para mim na leitura foi surpresa e assim eu quero que seja para vocês. Sempre tento me informar o mínimo possível sobre os livros que vou ler. Para finalizar meus comentários sobre "A culpa é das estrelas", eu resumo tudo com a frase da minha amiga Clarissa sobre a história: "ela é belamente triste". E é mesmo.
Vou deixar aqui o link do site oficial do livro que tem uns vídeos do autor e outras informações para quem se interessar.
Espero que leiam e gostem.
Nota: 5 de 5 ( <3<3<3<3<3)
beijos!


"É nisso que acredito. Acredito que o universo quer ser notado. Acho que o universo é, questionavelmente, tendencioso para a consciência, que premia a inteligência em parte porque gosta que sua elegância seja observada. E quem sou eu, vivendo no meio da história, para dizer ao universo que ele, ou a minha observação dele, é temporária? - pai da Hazel




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Esmalte da semana #ediçãoespecial


Oi gente! Tudo bom?
Como sempre ando sumida por aqui não é.
Essa semana resolvi aproveitar o feriadão que tenho por aqui (Fortaleza) e vim fazer uma postagem especial sobre os esmaltes da semana. Dessa vez não vou colocar somente um modelo, e sim várias opções para quem gostar de pintar as unhas de um modo diferente do tradicional. Foram ideias que eu fui vivenciando ao longo dessas ultimas semanas.


Esse primeiro modelo eu vi em algum blog que eu sigo, mas não me recordo em qual foi, pois como visito muitos não consigo mais saber qual foi. Eu achei a ideia bem legal porque é algo simples de fazer, mas que da um brilho e um toque de algo a mais às unhas.É super fácil de fazer. Pinta com o esmalte laranja (2 camadas), espera seca uns minutinhos e depois faz essas "manchinhas" com um pedaço de esponja (pode ser aquela de lavar louça mesmo, é só corta um pedacinho e usar a parte amarela para isso). Coloca 1 pingo do esmalte dourado em qualquer superfície fixa, pressiona levemente a esponja em cima do pingo e depois na ponta da unha, também levemente. Está pronto. 

Pessoalmente fica  a sensação que as unhas brilham. Acho que a combinação de cores que eu escolhi foram boas, mas claro que vocês pode optar por outras combinações a seus gostos. Esse modelo foi bem aprovado por amigos e conhecidos.





O segundo modelo eu vi nas unhas de uma menina. Achei tão legal que resolvi fazer igual, até mesmo com as mesmas cores de esmaltes. Esse é mais fácil ainda de fazer.É só pintar todas as unhas de marrom ( menos a do anelar ou até mesmo a do dedo mínimo se preferir) e pintar a unha que sobrou de dourado. Espera secar uns minutinhos e depois com o próprio pincel você faz um tracinho  estilo francesinha com o esmalte dourado nas unhas que estão pintadas de marrom.Pronto! Unhas lindas, diferentes, discretas e pode-se até dizer elegantes.

Usei essas duas marcas de esmaltes, mas como sempre é você quem escolhe a cor e a combinação dos esmaltes =D

O terceiro modelo fui eu mesma quem inventou. Simplesmente peguei minha caixa de esmaltes e resolvi que queria pintar de algo que ainda não tivesse pintado, então me veio essa simples ideia. Pintar todas as unhas de uma tonalidade mais escura de verde e apenas o dedo mínimo com esse esmalte super chamativo da mesma tonalidade. Só uma observação: esses esmaltes super gliter da Hits são quase impossíveis de se retirar das unhas, são difíceis mesmo. Não é só o gasto de algodão, mas também a força que tem que fazer para conseguir tirar. Gosto muito da cor desse esmalte, mas sempre penso 5 vezes antes de pintar, mas fica ai a dica.



Espero que vocês gostem e resolvam fazer alguns. Depois me digam como ficou. E quem tiver mais alguma ideia legal de modelo para as unhas é só dizer que eu faço se achar bonito. Terá o "esmalte da semana #ediçãoespecial - parte 2", pois ainda tenho 3 modelo lindos que eu quero mostrar para vocês, e não coloquei aqui nesse poste se não iria ficar muito grande e cansativo.
Até a próxima.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Intocáveis


Oi gente! Tudo bom?
Sabe quando você vai assistir um filme sem saber de nada do que ele se trata, quem são os atores e diretores, sem saber o assunto, sem ter visto o trailer e sem nem saber que ele existia?!. Nadinha mesmo. Pois é, esse foi o caso. Mas graças a toda essa falta de informação e expectativa e a insistência da minha amiga que eu assistisse com ela eu tive a chance de conhecer esse belo filme.

O filme começa mostrando um pouco da situação de Driss, morando numa casa simples, com poucas condições financeiras e muitas bocas para alimentar com o pouco salário de sua mãe (que nem é sua mãe). Certo dia ele vai a entrevista de emprego para ser cuidador de um rico senhor tetraplégico, porém seu interesse não é no emprego e sim que eles assinem um documento atestando que ele é desempregado para que continue recebendo o "vale-desemprego". Com todo o seu jeito natural de ser Driss acaba conquistando Philippe, o senhor tetraplégico, que o contrata para um teste durante um mês, apesar de Driss não ter nenhuma noção de como cuidar de um homem nas condições de saúde de Philippe. Uma das característica que Philippe mais gosta em Driss é a sua falta de piedade, sua banalidade com aquela triste situação de seu patrão que não tem nenhum movimento no corpo do pescoço para baixo. Diferente de todas as outras pessoas que têm muita pena dele naquele estado e têm medo por seu grande poder econômico.
Uma amizade muito além do trabalho surge entre esses dois homens de mundos completamente diferentes. Um tem muito a aprender com o outro. São aprendizados que vão desde música e arte até experiências de vida boas e ruins.
Driss se adapta muito bem com a sua nova vida entre os ricos e apenas com coisas boas e de qualidade e Philippe passa a ter uma nova perspectiva de vida.

Esse é o primeiro filme em francês que eu vejo no cinema, pois onde moro (Fortaleza) filmes assim passam em apenas um shopping da cidade, durante um dia, a noite, em horários péssimos, sem muitas opções de sessões. Esse foi o primeiro que eu vi que chegou como um filme normal, talvez tenha sido pela sua grande aceitação. Só vi bons comentários e o meu é um desses, pois foi um filme que eu adorei ter assistido. Uma ótima dica para qualquer dia e momento. Adorei toda a beleza do filme. Os ensinamentos, o humor refinado, os diálogos... Não penso em nada que possa ser acrescido ou mudado. E para completar o filme ainda é baseado em fatos reais. É lindo quando eles mostram os verdadeiros personagens dessa história. Espero que gostem. Quem já assistiu o que achou?
Nota: 5 de 5
Ano: 2012
Censura: 14 anos
bju!


domingo, 9 de setembro de 2012

A sombra do vento - Carlos Ruiz Zafón


Oi pessoal! Como está o domingo de vocês?
Vou aproveitar esse dia que estou de folga dos estudos e fazer uma postagem por aqui para matar a saudade. Já disse o quanto eu sinto falta de escrever aqui durante as aulas não é?!

A sombra do vento foi o último livro que eu consegui ler nas férias e ainda tive que terminar ele no começo das aulas, fazendo com que eu atrasasse os estudos, pois  eu só queria saber como ia terminar o livro (motivo pelo qual eu não leio durante as aulas HAHAH). E posso dizer com todas as letras que não me arrependo por 1 segundo. Sensacional é uma palavra pequena para descrever toda a obra desse livro.

O livro começa quando Daniel é um garoto de 11 anos e seu pai o leva para conhecer o Cemitério dos livros esquecidos, mas esse local é um segredo passado de geração para geração. A tradição do local é que cada pessoa que for conhecer o Cemitério tem o direito de escolher 1 livro para adotá-lo e ela nunca poderá se desfazer dele. Daniel escolhe o livro chamado "A sombra do vento"  do autor Julian Carax. O garoto simplesmente se encanta pela estória do livro e resolve procurar outros livros desse mesmo autor e também tenta conhecer mais sobre a sua carreira, mas logo descobre que essa é uma missão quase impossível (essa frase ficou bem clichê, eu sei). Quanto mais Daniel investiga a vida de Carax mais mistérios e confusões vão surgindo e isso só deixa-o cada vez mais curioso e interessado em descobrir toda a verdade. Situações intrigantes como o fato de ninguém admitir que conhece Carax e o fato de que alguém está tentando queimar todos os exemplares de livros desse autor rondam na imaginação de Daniel.
Começa então uma espécie de investigação amadora na cidade de Barcelona contando com a ajuda de seu fiel amigo Fermín (que é um mistério a parte) e de sua amiga/namorada Beatriz, que lhe faz viver experiências a parte.
Daniel passa por provações que vão desde a perseguição de um dos personagens do livro de Carax até decisões que irão mudar sua vida com relação ao amor que sente por Beatriz.
Um história que atravessa as décadas e a imaginação. Não cansa, não decepciona, não tem defeitos. Sinceramente eu não penso em nada que poderia ser mudado nesse livro. Dizem que é muito difícil resenhar um livro se gosta muito e realmente eu concordo com isso. Gostaria que vocês tivesse mais noção da história, mas não quero de forma alguma estragar qualquer surpresa ou emoção que possam ter durante a leitura.
Os personagens são ótimos. Todos eles. Não achei nenhum cansativo, chato ou mal construído. A mesclagem da história de Carax com a história do livro é bem estruturada. O final surpreende e não decepciona.
Encantador.
Esse livro é o segundo de uma trilogia (O jogo do anjo, A sombra o vento e Prisioneiro do céu) eu não sabia disso então acabei começando a ler por ele, mas a narrativa não teve nenhuma intercorrência. Consegui compreender tudo perfeitamente bem, mas pretendo um dia ler o outros dois que faltam da trilogia assim como qualquer outro livro de Zafón, até porque posso dizer que hoje sou completamente de Carlos Ruiz Zafón. Espero que todos um dia tenham a chance de ler essa obra prima e de gostar tanto quanto eu e a grande maioria das pessoas gostaram. Fascinante.
Nota: 10 de 5 (*.*)
bju!


"O sono e a fadiga queriam me derrubar, mas eu resistia a entregar-me. Não queria perder o encantamento da história nem dizer ainda adeus aos seus personagens"